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terça-feira, 6 de março de 2012

Meu ponto de vista sobre..

#1 - A MORTE.

A morte é ridículo!
 Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.
Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...
Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...
MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...
Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outro, tudo isso termina...
Numa colisão na freeway...
Numa artéria entupida...
Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis...
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...
A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...
Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo?
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.

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#2 - A VIDA.

Nós humanos somos seres estranhos. Nunca estamos felizes com nada. Vivemos sempre buscando algo que não temos, e o que temos já não nos importa. Algo como: a felicidade está em um patamar acima do nosso e estamos sempre a buscá-la. Enfim, por mais que tenhamos bens, saúde, uma família, sempre falta algo. Que seja algo distante, que seja impossível, pois será isso que iremos desejar, ainda que o que precisamos, de fato, esteja ao alcance de nossas mãos.
Carros, casas, bens, dinheiro, dinheiro. Seria essa a definição ideal de felicidade? Não sei, a resposta não é tão simples. Talvez a felicidade não se resuma nessas coisas, em bens materias, embora estas coisas ajudem muito. Talvez, as coisas mais mais valiosas que temos, por mais démodé que seja, são amores. Não amores carnais apenas, paixões, mas sim amores, amores pelo simples viver, do amanhecer de um dia, de uma vida envolta de prazeres simplórios, e que não são necessariamente relacionados a dinheiro. Tá, reconheço que isso é filosófico demais, mas é realidade. Afinal, a vida deve ser encarada como um simplicidade impressionante, porque a vida é mesmo complexa. Mas é difícil ver simplicidade na vida, porque, aliás, a felicidade é, além de tudo, complexa.

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#3 - AMOR

Concluo, simplesmente, que somos razão e emoção. Por isso é necessário este sentimento maravilhoso (ou não) para completar a outra metade da nossa essência.

Enfim, algo extremamente necessário para equilibrar nossa existência.

#4 - FELICIDADE

É algo que não se busca, se constrói ao longo da vida, com o passar do tempo.

#5 - TEMPO

Acho que meu amigo Mário Quintana pode explicar melhor..:

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

De dentro pra fora.

Arrependimento é uma coisa engraçada.
Faz o melhor que pode para evitá-lo mas às vezes, são as coisas mais difíceis que nos ensinam mais
Que nos faz imaginar se tivéssemos uma chance, quantos de nós fariam as coisas de um jeito diferente?
Para alguns, o arrependimento é algo que nos ajuda a deixar nossos medos para trás e seguir para o futuro.
Para outros, é algo que os permite voltar ao passado.
Na melhor das hipóteses, arrependimento pode ser a causa de um recomeço.
Onde qualquer coisa, e tudo, ainda é possível.
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É estranho colocar em linhas o que se sente indefinidamente de dentro para fora....
É estranho pensar que até ontem eu era alguém, hoje sou outro.
É aterrorizante pensar que pelo resto da minha vida, todas as pessoas que eu sempre amei e ajudei vão me julgar por um único erro. E que por conta deste erro, vão dar meu nome à autoria de vários outros.
A culpa é algo que não vem só.. Ela sempre vem acompanhada de vários outros sentimentos.
Por detrás das nossas tristezas e frustrações, de nossas insatisfações na vida, de nossos tédios e angústias, está um sentimento, o mais arraigado em nosso comportamento e responsável por grandes sofrimentos psicológicos, que é o sentimento de culpa.

O sentimento de culpa é o apego ao passado, é uma tristeza por ter cometido algo que não deveria.. Mas que se você pudesse voltar atrás faria tudo diferente.

As pessoas, as vezes, merecem uma chance.. De mostrar do que é capaz.. De ser feliz.. De tentar outra vez.. De pedir perdão, recomeçar e mostrar quem realmente é.

Junto com a culpa e o arrependimento, vem algo chamado JULGAMENTO.
Você se culpa, se arrepende, consegue consertar, ou pelo menos tenta dar um jeito, daí alguém vem e te mete o dedo na cara dizendo: - Você está errado! - Você não podia ter feito isso! - Eu tenho pena (nojo) de você!

Perceba! Você não está ajudando!

Alguém que já passou pelo estágio da culpa e do arrependimento, sabe muito bem que o que fez está errado. Caso contrário, nunca se arrependeria nem tentaria resolver.
Ela não quer ouvir julgamentos, ela só quer alguém que diga: - O que está acontecendo com você? Você está bem?  Precisa conversar? Você não é assim, vamos, converse comigo, eu estou aqui pra te ajudar!

ISSO NA VERDADE, NÃO ACONTECE! E por que?
Por que o homem é geneticamente programado para JULGAR e se sentir SUPERIOR a tudo e todos.
Ele nunca erra e se erra, não assume o erro.

----------------------Um ser humano que consegue se redimir e dar a cara pra bater, merece uma segunda chance----------------------------


Bom dia!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sofrimento e Reclusão


 Vida nula sem perdão.
Sugeito a maus tratos.
Onde viste a ingratidão.
E conheceste os ingratos.
Degredo de humilhação,
Por os maus tratos recebidos.
Vivendo a única opção,
Nos anos que são perdidos.
Nos abismos da solidão,
Há escarpas do desespero.
Que nos momentos de aflição,
Fazem demência em exagero.
Quase fazendo parecer crêr,
Que o significado da vida,
Em vez de ser o viver,
Fosse uma morte sofrida.

(zeninumi 23/9/2007)

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=18298#ixzz1oHIOAXeO
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Evite julgar as pessoas

Por mais razão que supostamente se tenha em relação a outras pessoas, por mais que outras pessoas estejam em dificuldades ou inserindo em erros: evite julgar. Ninguém tem informações suficientes para fazer um veredicto e colocar-se acima dos fatos e da verdade. Quando se julga alguém normalmente nos baseamos em nossas réguas e nem sempre elas estão alinhadas em um nível superior para saber o que é o melhor, o que é certo ou o que é errado.

Neste comportamento ainda geramos uma energia que não nos é positiva. No lugar de julgar talvez seja mais prudente oferecer uma ajuda, oferecer um apoio se realmente a pessoa estiver precisando. Defeitos são parte integrante das pessoas, o que é defeito aos olhos de um, pode não ser defeito aos olhos do outro; o que é veneno para um, pode ser remédio para outro. Julgar é tirar os olhos de nós mesmos, esquecer daquilo que realmente somos e também dos erros que inserimos em nossas vidas.

Entre um erro e outro algumas pessoas se encontram; entre um erro e outro se reconhece os verdadeiros amigos; entre um erro e outro ficamos diante de nossa verdade ou de nossa mentira; assim é o caminho de quem erra, mas pior é o caminho de quem julga, pois se coloca acima dos erros. Quando perceber que está julgando alguém, tente inverter os pólos, transforme este julgamento em disponibilidade de prestar um auxilio dentro de suas possibilidades a esta pessoas, pode ser uma conversa esclarecedora; pode ser um amparo; uma sugestão que devolva esta pessoa ao caminho ou até mesmo ser uma boa-orelha, as vezes é somente isto que muita gente precisa, alguém que as ouça, alguém com quem possam desabafar.

Não julgue, ajude, você vai sentir-se melhor ajudando do que julgando.

domingo, 4 de março de 2012

Mundos

Sem confete, nem serpentinas.. Minha notícia não tem agrados..não tem atrativos.
Quando andar pela rua e olhar pra alguém que lhe pareça feliz, procure a primeira oportunidade de olhar bem dentro de seus olhos e tenho certeza que você vai conseguir ver o mesmo que vejo nos meus: Um mundo.
Mas por que?
Por que apenas um mundo, com tudo que há nele, é capaz de propor felicidade, tristeza, dor e todos os outros sentimentos a nós, reles mortais.

Não ponho a culpa de seja lá o que for no mundo, por que sei que o que ele me trás de ruim, me trás de bom na mesma proporção.
Mas cabe a mim, desejar, visualizar e realizar meus desejos.. Cabe a mim construir as partes boas da vida.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Infortúnio - Poemas Urbanos (Daniel Lira)


O silêncio de novo
Ouço luzes e vultos sangrentos
Os mesmos operários do medo
Que assolam o meu quarto de estar

O infortúnio trouxe o desalento
Paredes vestidas de luto na esquina
Fotografias marcadas e cartas rasgadas
Jogadas no lixo
Pela janela do quarto andar

[ilusão]

O fim como começo
O mundo inteiro do avesso
Girando sem parar

sábado, 28 de janeiro de 2012

Megalografia


Megalografia


Acumular potência para a investida
Coroar o início com uma jura sumária
Adiantar-se no tempo – um lapso
Negar do presente o impreciso
Imprimir seu ímpeto no futuro
Trespassar o destino em atos
De uma audácia inaudita
Ignorar história e estatística
Numa marcha implacável
Onde o dúbio é uma piada
Antes de qualquer confronto
Ser a vitória por princípio
Desviar-se da sujeira
Dos restos prostrados
Daquilo que não merece
Tempo para ser derrotado
Por uma fúria tão esplendente
O sumo da vontade de potência
Estrondosos passos irresolutos
Cavando fendas categóricas
Não uma arritmia histérica
De covardia estratégica
Mas um fato consumado
Antes do tempo alcançá-lo
Ser distinção absoluta
Em altura vertiginosa
Separando o alarido
Programado e vulgo
Do silêncio imposto
Pela hegemonia patente
Da uma altivez inconteste
Que superou a si mesma
Que destronou o mestre
Sem um risco de suor
Sem traços de sangue
Findada a trajetória
Mergulha na nulidade
Da imunidade concludente
Envolta em letargia e negrume
Sua potência bestial adormece
Vendo o presente fazer-se mudo
Desvanecer num abismo vago
Onde tudo está consumado
Num universo solitário
Assim espera no tempo
Um dia vazio que desponte
Trazendo ao viver liberdade
Para mais café e videogame

História do sobrenome OLIVEIRA


A História do sobrenome Oliveira

          Sobrenome português, classificado como sendo um toponímico, ou seja, de origem geográfica, tomado a alguma propriedade onde se cultivam oliveiras, árvore que produz a azeitona (oliva). De oliveira, substantivo comum. O sobrenome identifica esta família devido ao fundador deste tronco familiar possuir uma vasta plantação do fruto, ou pelas características simbólicas existentes sobre a árvore, a OLIVEIRA. Nos brasões onde aparece, é o simbolo da paz, de vitória, de fama e glória imortal. Em português arcaico encontramos o registro de sobrenomes com variações de sua grafia, como Olveira e Ulveira. Vem esta família de Pedro de Oliveira, que foi o primeiro com este sobrenome, cujo filho Martim Pires de Oliveira, arcebispo de Braga, instituiu em 1306 o Morgado de Oliveira, em seu irmão Mem Pires de Oliveira. Foi seu solar na freguesia de Santiago de Oliveira, donde esta família tomou o sobrenome, no conselho de Lanhoso. No tempo de D. Diniz I, rei de Portugal em 1281, já era «família antiga, ilustre e honrosa», como consta dos livros de inquirições desse rei.

           No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Bento de Oliveira [- 1657, RJ]. Rheingantz registra mais 47 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosas descendêcias no Rio de Janeiro. Antiga e importante família, de origem portuguesa, estabelecida em São Paulo, com ramificações na Vila de Santos, SP, à Angra dos Reis, RJ, que teve princípio no Capitão-Mor de São Vicente (1538) Antônio de Oliveira, de Portugal, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, primeiro lugar tenente do Donatário Martim Afonso de Sousa [1538-1542 e 1549-1552].

          Heráldica: I - um escudo em campo vermelho, com uma oliveira verde, arrancada de prata, frutada de ouro. Timbre: a oliveira do escudo; II - Moderno: um escudo em campo vermelho, com uma oliveira de verde, perfilada e frutada de ouro e arrancada de prata. Timbre: a oliveira do escudo; III - De Domingos Joanes: um escudo em campo azul, com aspa de prata, acompanhada de 4 flores-delis de ouro; IV - dos Oliveira-Silva: um escudo partido: o primeiro, em campo de ouro, uma oliveira verde frutada de negro; o segundo, em campo vermelho, um leão de prata, armado de ouro.

          Timbre: uma flor-de-lis de azul (Armando de Mattos - Brasonário de Portugal, II, 53); Brasil Heráldico: V - Manuel Inácio de Oliveira, barão de Ouricurí, ramo de Pernambuco. Brasão de Armas datado de 30.08.1867. Registrado no Cartório da Nobreza, Livro VI, fls. 86: um escudo em campo de prata, partido; ao primeiro quartel, uma oliveira de sinople com frutas de ouro; ao segundo quartel, três faixas de azul, com uma abelha de ouro em cada uma. Coroa de barão. Timbre: uma cruz de goles florida e aberta. 

Congumelos mágicos para todos!

Coloco o chapéu dentro da minha cabeça..
ventos, vultos, vozes, verbos,
tudo num enorme turbilhão.
por um momento sei que estou partindo,
faço as despedidas, e tento manter os pés no chão...

logo vem a cor, brilhante, reluzente,
tudo fica diferente,
na mente do pescador.
não sei direito explicar quando nem como,
mas nada mais tem o mesmo sabor.

é tão diferente, e ao mesmo tempo tão normal,
é como se eu ja tivesse feito parte disso,
e ainda restasse um pouco dentro de mim,
no meio da coluna vertebral.

Ondas em vidros?
Sim é possivel..
o tempo já não importa mais,
eu vejo beleza onde não conseguem ver os pobres mortais.

sinto a vida pulsando, em cada ponto do éter, e em mim, uma ansiedade cresce.
- no que pensar? eu penso.
- não pense em nada. alguem responde
- porque não pense em nada? eu penso
- por causa disso:

Fecho os olhos, figuras geométricas coloridas,
fractais, um universo atrás das minhas palpebras.
A névoa roxa toma forma e cor,
mesmo sem entender nada,
nado em direção ao criador.

Aos poucos eu vou voltando, mas sei que um dia vou retornar,
ao país das maravilhas, e talvez da próxima vez, venha pra ficar.